Garcia de Resende

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Garcia de Resende, o compilador do Cancioneiro Geral. Poeta, músico, cronista, desenhador e, ao que parece, arquitecto. Homem de rara faceta, nasceu e morreu em Évora (1470-1536).

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George Saunders vence Prémio Man Booker 

O escritor norte-americano George Saunders, com o livro “Lincoln no Bardo”, é o vencedor do Prémio Man Booker, que distingue a melhor obra de ficção em língua inglesa, publicada no ano passado, anunciou hoje a organização.

Fonte: George Saunders vence Prémio Man Booker de melhor obra de ficção em língua inglesa – Vida – SAPO 24

Fogos 🔥

Quando a direita estiver no poder os incêndios vão acabar. Deus é de direita e vai amenizar o clima e os incendiários não terão como fazer progredir as ignições. Só ainda não sei a quem Deus nomeará seu gestor nas lusas terras: o contabilista do Porto ou o pregoeiro da lotaria de Lisboa? Quando a direita estiver no poder tudo acontecerá por uma espécie de milagre, como provou o láparo de Massamá, e que tanta alegria e desenvolvimento trouxe à nação. Amém!

Incêndios: claro que se vai repetir. Durante anos 

A Estátua de Sal

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 16/10/2017)

Daniel Daniel Oliveira

Há uma coisa impossível de explicar a um jornalista. Na realidade, ela pode ser explicada a um jornalista e qualquer jornalista a consegue entender. Mas não a consegue usar no seu trabalho, que exige respostas e soluções simples e tão rápidas como as suas notícias. Essa coisa foi a que António Costa disse ontem: não só não pode garantir que o dia de ontem não se vai repetir como é seguro que, de alguma forma, vai acontecer de novo. O que o jornalista não pode compreender é que a resposta a um problema realmente importante é muitíssimo mais lenta do que o seu trabalho. É como pedir a um pugilista que jogue xadrez. Com luvas. Mas isso não pode determinar as decisões tomadas pelos políticos.

Nesta madrugada vi jornalistas exigir auditorias para que tudo fosse resolvido. Na rapidez da sua indignação e…

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Transportes públicos em Lisboa

Há um problema de transportes públicos (TP) em Lisboa que se arrasta há décadas. Ninguém com responsabilidades na matéria o toma a sério. Carris e Metro arrastam problemas e resolvem cada vez menos o problema dos lisboetas que é deslocarem-se dentro da cidade. Daí que seja cada vez mais intenso o tráfego automóvel de e para a cidade. Um carro, uma pessoa. O estacionamento também escasseia dado o aumento vertiginoso do parque automóvel. Acresce que os milhares de turistas que demandam Lisboa, diariamente, vêm habituados a usarem os TP no seu país. A primeira coisa que procuram são os TP. Resumindo, os TP em Lisboa são escassos, não cumprem horários, levando a uma cultura de uso de carro próprio com tudo o que isso tem de prejudicial para a vida da cidade. As pessoas têm de ir para os seus empregos, têm de se deslocar para tratar dos assuntos da sua vida quotidiana. Não existindo alternativa adequada, usam os veículos próprios.

Tal como têm de fazer em relação aos fogos florestais, senhores políticos, há que meter mãos à obra e alterar profundamente a situação. Não podem adiar mais o problema. Quem sabe se não há empresários com vontade de investir no sector.

Uma estória escatológica

Vou contar uma estória que ilustra bem aquilo que somos como povo.
Uma estória um tanto escatológica. Mas vocês aguentam. Vinha eu de fazer a minha caminhada matinal, quando me cruzo com uma senhora com o seu cãozinho que, naquele momento, se lembrou de abrir a válvula anal. A senhora ia disposta a andar sem recolher a descarga canina. Mas quando me viu (e eu tenho uma cara feia), aprestou-se a tirar do bolso um lenço de papel para apanhar o desperdício. Ao ver-me avançar, porém, guardou o lenço no bolso deixando a descarga canina no chão, pensando que eu não reparava. A senhora, bem arranjada, tinha idade de ser avó. Ou seja, tinha idade para ter juízo. Mas são piores que os jovens. O tempo que viveram foi um tempo de faz-de-conta.

Mar sem margens

O mar cheira tão bem! A quando ainda não havia chão.
A vento, a névoa, a espuma, a sal
e ao silêncio antes da invenção
do bem e do mal.
No navio vive-se devagar
com gozo
de navalha
que rasga lentamente
uma mortalha
donde esperamos ver surgir de repente
um morto luminoso.
José Gomes Ferreira, “PoesiaVI”, Diabril Editora, 1976