Somos um povo estranho

Não consigo perceber como é que os chineses conseguem manter frutarias, com preços acessíveis, fruta nacional, e os portugueses não entram nesse negócio, ao nível local. Como é que, nas lojas tradicionais chinesas, conseguem vender produtos a preços acessíveis fabricados em Portugal e em Espanha (não falo nos produtos de origem chinesa), e os portugueses não pegam em negócio que não seja subsidiado. É verdade que os chineses têm as lojas abertas 7 dias em 7, não encerram para almoçar e não gozam feriados.

Se queremos comprar parafusos, uma escova, uma lâmpada, etc., temos de nos deslocar a uma grande superfície e adquirir uma caixa do mesmo produto. O apelo das grandes superfícies, que as autarquias acarinharam por causa das taxas que cobram, ajudou também a matar o pequeno comércio, de expressão local.

Mas só isto não explica o sucesso das lojas chinesas.

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2 thoughts on “Somos um povo estranho

  1. Existem factores que temos interesse em ignorar, nomeadamente as condições de vida dos funcionários (nalguns casos), mas tenho sempre uma dúvida – se uma loja tradicional, por interesse dos seus donos, quisesse praticar os mesmos horários, qual seria a posição das “autoridades”?

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    1. As autoridades teriam de aceitar como aceitam aos chineses. Os chineses não vivem cá sob a lei chinesa, mas sob a portuguesa.

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