À Sombra das Acácias Vermelhas

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À Sombra das Acácias Vermelhas, na WOOK

Ruminando uma cigarrilha de palmo, o tenente passou por mim a imitar uma locomotiva a vapor largando fumarada cinzenta pela boca e pelas narinas. E logo me perguntou a fazer-se de novas, se eu estava ao corrente do sucedido com um soldado que abandonara a guarita de sentinela para ir cobrir uma negra no posto médico. A sorrir, comentei:

— Ó meu tenente, essa de cobrir é boa, mas cheira a bode!

O soldado devia estar com uma grande comichão nos ovários e aproveitou o intervalo da noite e a passagem acidental da mulher para desalfandegar a tesão comprimida nos testículos como a azeitona no lagar. O tenente não achou graça ao meu comentário jocoso e sibilinamente quis saber se não tinha sido eu quem estivera de oficial de dia.

— Sim, fui eu! — confessei. — Mas não dei por nada. Estava com certeza na zona das casernas inteirando-me do bom andamento do sono das praças.

Continuou a não achar graça.

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