A biblioteca do futuro 

Plantar árvores? Sim, decididamente! E desta vez são abetos, um milhar de lindos abetos, que crescerão (já estão a crescer, aliás) nos arredores de Oslo. Para quê? Ora leiam, que a história é bem bonita.

Fonte: A biblioteca do futuro – Horas Extraordinárias

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A morte dos blogues

Tentar manter um blogue de enfoque cultural, mesmo que mínimo, é uma batalha perdida, neste momento. Numa sociedade do efémero, do descartável, qualquer coisa que aprofunde o conhecimento do ser humano, tanto do ponto de vista filosófico, como histórico e literário, ou, se quisermos, do ponto de vista cultural, incluindo outras áreas como o cinema, o teatro, o bailado, a pintura, a música clássica, é ignorada ou olhada de través. Vivemos na Civilização do Espectáculo em que tudo, ou quase tudo, gira em torno da imagem, do ego, do individualismo feroz, consubstanciado nas selfies, na luta individual por resultados, na ausência de linhas de força éticas e de comportamentos verdadeiramente altruístas. Cada um trata de si, embora quase todos falem dos outros. Poucos se interessam pela vertente social, embora muitos se aproveitem dela para benefício próprio, seja como trampolim para a fama ou para resultados económicos.

Numa sociedade blindada ao pensamento, gerida em torno dos interesses de uma classe média rasteirinha e muito senhora do seu nariz, que vive de estereótipos e de modas passageiras, a Cultura, nas suas diversas formas, acaba por ser vista como uma coisa chata, desinteressante. Há culpados deste estado de coisas: o primeiro culpado é uma instrução escolar deficiente, que aponta apenas para a obtenção de resultados a qualquer preço; a outra, é uma deficiente educação familiar. A família desagregou-se. Se tinha defeitos e mascarava realidades, a família singular não resulta melhor. Dificilmente os jovens encontram nessa família desestruturada, ela própria parca em saber cultural, e desinformada, o apoio que necessitam para construirem o seu presente e desenharem o seu futuro.

Desse apagamento da Cultura, resulta que os blogues que tentem seguir pelo debate de ideias, pela informação e discussão cultural, não encontrem espaço para se reafirmarem. Vão morrendo os blogues, como vai estiolando o teatro, o cinema, a literatura, a cultura em geral. Melhores dias virão, no entanto.

Américo Thomaz

A propósito do livro de Orlando Raimundo, “O Último Salazarista, diz Maria do Rosário Pedreira no seu blogueAmérico Thomaz, o último Presidente da República do Estado Novo, é frequentemente recordado como uma figura patética: o caricato «corta-fitas» do regime fundado por Salazar (…) Bastará, porém, acompanhar a biografia que lhe traça Orlando Raimundo em O Último Salazarista para perceber que essa é uma perspectiva manifestamente redutora.

Ide ler o post e, já agora, o referido livro de Orlando Raimundo. É uma edição D. Quixote.

FESTIVAL DO CONTRABANDO 

Leonel Neves foi poeta e homem do sul (além de meteorologista de profissão). Dele há um poema que expressa o sentimento de um contrabandista, nas margens do Guadiana.

Fonte: FESTIVAL DO CONTRABANDO – As Paisagens Invisíveis

Um texto de F. S. Chambel.

Ramalhete, o palacete dos Maias

“A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no outono de 1875, era conhecida na vizinhança da Rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela casa do Ramalhete, ou simplesmente o Ramalhete”.

via RAMALHETE — As Paisagens Invisíveis (por F. S. Chambel)

O rato do campo e o rato da cidade

O título deste post é o de uma fábula que li na infância; e veio-me à cabeça por causa de um artigo publicado no Diário de Notícias sobre escritores que se afastaram da cidade e migraram para a “província”. É sabido que, por exemplo, Alexandre Herculano, decepcionado com o rumo que a nação tomava, se…

via O rato do campo e o rato da cidade — Horas Extraordinárias (Maria do Rosário Pedreira)