Jornais, para que vos quero?

Olho para os jornais e não sei qual deles ler. Seja em papel ou formato digital. Parecem todos farinha do mesmo saco. E de saco de farinha ardida ou com gorgulho. Eu sei que não vivemos um tempo de grandes inteligências, de personalidades que nos toquem a alma. As notícias são todas retiradas do mesmo almofariz em que foram trituradas. Os jornaleiros não sabem escrever, embora tenham cursos superiores de comunicação social. Aprenderam o b-a-ba teclando em telemóveis. O problema é que antigamente (ai esta palavra de que os meninos não gostam) os jornais ainda serviam para embrulhar peixe, castanhas assadas e até para limpar o cu. Mas hoje em dia há papel mais adequado para essas funções.

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Smartphone, meu bem

Se lhes tiram o smartphone, morrem. Ficam desasados, sem alma, incapazes de raciocinar. São assim os jovens de hoje, sobretudo adolescentes. O aparelho nunca lhes sai das mãos e o olhar nunca descola do visor. Vêem cinema, ouvem música, namoram, jogam, fazem sketches, etc, tudo através do brinquedo. Não há mundo para lá do smartphone.