A culpa é da árvore

Culpa-simpson

Uma árvore centenária (um carvalho com 200 anos) caiu no Funchal, no sítio do Monte. Como havia lá uma cerimónia relativa à Senhora do Monte, o espaço estava cheio de gente. A árvore caiu e matou 13 pessoas, ferindo 49. Não sei em que estado mais ou menos grave se encontram.

Lê-se as notícias, as opiniões de técnicos e responsáveis autárquicos e outras entidades, e a conclusão primeira a que se chega é que estava tudo bem antes da árvore cair. Portanto, se a árvore caiu a culpa é dela. Quase tudo o que acontece de mau, em Portugal, é culpa do azar. Neste caso, será culpa da árvore que não devia ter-se despedido da vida sem anunciar o facto. Já o que aconteceu recentemente em Pedrógão, também parece que não é culpa de ninguém. Talvez do SIRESP, que não se comportou bem. Sucedeu. Ponto final.

É por isso que em Portugal se usa tanto a expressão “a culpa morreu solteira”. É que morre mesmo.

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Pedrógão Grande

Foi estranho, foi esquisito e foi brutal. A tragédia de Pedrógão Grande convoca-nos o luto pelas vidas perdidas, a tristeza pela perda de bens e deixa-nos uma interrogação sobre se a nossa floresta é a floresta que devemos ter. Esperemos que as autoridades do sector, face a mais uma tragédia, reflictam no assunto “florestas” e tomem decisões rápidas e acertadas com vista a que, no futuro, não tenhamos de assistir a tragédias desta dimensão, minimizando os impactos negativos em vidas e bens, sendo certo que aquilo que a Natureza quer, a Natureza consegue.

A borboleta da serra do Alvão

Era uma vez uma borboleta que precisava de uma planta para procriar e de uma formiga para se metamorfosear. Era uma vez um lameiro na serra do Alvão…

Fonte: A borboleta da serra do Alvão que parece retirada de uma fábula

Texto e fotografia de Luis Quinta