Francisco Vale, Editor da Relógio D’Água

Em entrevista ao Diário de Notícias:

Francisco Vale, editor da Relógio D’Água, garante que nunca edita um livro a pensar nas vendas.

Definir paraliteratura é mais simples. Dou um exemplo: ao ler A Fórmula de Deus, O Codex 632 e A Mão do Diabo, de José Rodrigues dos Santos, ou os romances de Margarida Rebelo Pinto, sabe-se que não são literatura, porque é evidente que não absorveram o que de melhor até hoje ela produziu, antes buscam o divertimento por si e efeitos emocionais fáceis

Fonte: Francisco Vale – “Eu nunca editaria o José Rodrigues dos Santos mesmo sabendo que é o português que mais vende”

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APE e escritores.online lançam o conceito e-manuscrito

Optimized-CARTAZ-2A Associação Portuguesa de Escritores e a plataforma escritores.online acabam de lançar uma nova proposta de edição de obras, a qual pretende ser uma alternativa às atuais soluções de publicação de livros. Sigam o link abaixo.

Fonte: APE e escritores.online lançam o conceito e-manuscrito

Diz quem sabe

(Algumas editoras) Resolvem assim criar estas chancelas para publicar o lixo, misturando às vezes alguns bons títulos, o que muitas vezes ao invés de lavar a imagem só gera ainda mais confusão nos leitores. (…)

(As redes sociais) Tendo aspetos positivos, também vieram permitir que qualquer idiota possa escrever e publicar, difundir a sua opinião mesmo que esta não tenha fundamento algum. Essa rebelião assustou os intelectuais.

Francisco Vale, editor da Relógio D’Água

Francisco Vale. “Os intelectuais estão hoje à defesa face a esta rebelião das massas”

“Desde o início da década de 1980 na edição, Francisco Vale é hoje o mais destacado editor literário português e somou mais um espetacular triunfo ao conquistar Agustina para o seu catálogo. Depois de resistir ao fenómeno da concentração editorial e crescer durante a crise, aliando o rigor dos critérios a uma gestão cautelosa, a Relógio D’Água tornou-se o exemplo a seguir (…)”

Fonte: Francisco Vale. “Os intelectuais estão hoje à defesa face a esta rebelião das massas”

Pacheco, Ribeiro de Mello e Silva Tavares: a aristocracia dos editores malditos

“No tempo em que todos os dias se celebram escritores a Biblioteca Nacional propõe duas exposições para lembrar que um livro também nasce da vontade, da luta e da coragem dos editores.”

Fonte: Pacheco, Ribeiro de Mello e Silva Tavares: a aristocracia dos editores malditos – Observador

Detective Eneias Trindade

Os dois primeiros títulos protagonizados pelo detective Eneias Trindade actuando na Lisboa dos anos 30 do século passado, em pleno consulado de Salazar.

Sobre “A Mulher da Minha Vida“uma síntese retirada do site da editora:

“Um enredo cativante no ambiente de Lisboa nos anos 30. A instalação da ditadura, as perseguições políticas, um mistério por resolver e uma história de reencontro com o amor. Eneias Trindade, um inspector conceituado, é escolhido para acompanhar a investigação sobre o avião que se despenha nas Azenhas do Mar. Uma missão que irá mudar para sempre a sua vida. O que parecia ser um acidente acaba, após testemunhos sobre a existência de um cadáver e um artigo do Repórter X sobre o despenhamento, por se tornar um complicado caso de polícia. Decidido a descobrir a verdade, Eneias Trindade vê-se envolvido em perigosos jogos de poder e perseguições políticas, é afastado da chefia da polícia e decide mudar de vida tornando-se detective privado. Mas não se afasta do mistério que envolve a queda do avião e da esperança de tentar reencontrar o grande amor da sua vida. Um mistério que envolve um cidadão inglês de duvidosa reputação. Descrições de época, retrato de uma Lisboa ainda popular à beira de se tornar uma cidade onde o medo se vai impondo, num enredo cativante e uma história sobre a esperança de reencontrar um grande amor.”

Sobre “O Homem do Buick Azul” uma síntese retirada do site da editora:

“O regresso ao tom mais ligeiro (leya-se, ligeiramente mais policial, intrigante) do primeiro romance publicado pelo autor na Oficina do Livro: A Mulher da Minha Vida, livro bastante comentado e elogiado na blogosfera. Um bom retrato, agridoce, de Portugal no tempo de Salazar. A figura impagável do inspector Eneias Trindade merece, sem duvida, continuar no «activo», a par de outras personagens que se movimentam no mundo da Polícias e dos «bas-fonds» (vulgo, criminalidade). O regresso ao tom certo de um autor que… escreve em bom português e merecia chegar mais longe.”