Unir na diferença

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Muitos escritores, editores e jornalistas latino-americanos citam e partilham do El País (e de outros órgãos) notícias de âmbito cultural, e o contrário também é verdadeiro. Gostava que acontecesse o mesmo em Portugal no que respeita à produção interna (há excepções) e dos países da CPLP, e vice-versa. Mas é pedir muito. O nosso colonialismo terminou demasiado tarde para que se estabelecessem pontes sem se viver à sombra de pequenas vinganças, ódiozinhos pessoais e muita concentração no umbigo, ou a desculpa das variantes locais da língua portuguesa. Parece que a nossa língua, ao contrário da espanhola, não consegue unir na diferença. Estou em crer que é mais um problema político do que cultural.