A SPA sobre o Acordo Ortográfico 

  A Sociedade Portuguesa de autores não assume posição pública sobre a questão do Acordo Ortográfico porque entre os seus mais de 26 000 associados há autores que lhe são favoráveis e autores que liminarmente o renegam por o considerarem errado e totalmente desligado da realidade linguística lusófona.

(…)

Apesar disso, a SPA promoveu em Janeiro de 2013, um acto de consulta aos seus associados, que representam todas as disciplinas criativas que a instituição abarca e obteve o seguinte expressivo resultado: 145 autores manifestaram-se contra o Acordo Ortográfico e 23 a favor. Legitimado por esta votação, o Conselho de Administração da SPA decidiu que o Acordo Ortográfico nunca seria respeitado na regular produção de textos da instituição, que continuou a reger-se pela norma antiga, sem qualquer abertura às novas regras que poderiam decorrer da vigência do Acordo Ortográfico.

Fonte: A SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) sobre o Acordo Ortográfico – pelo seu presidente, José Jorge Letria. – [sem] Equívocos

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Unir na diferença

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Muitos escritores, editores e jornalistas latino-americanos citam e partilham do El País (e de outros órgãos) notícias de âmbito cultural, e o contrário também é verdadeiro. Gostava que acontecesse o mesmo em Portugal no que respeita à produção interna (há excepções) e dos países da CPLP, e vice-versa. Mas é pedir muito. O nosso colonialismo terminou demasiado tarde para que se estabelecessem pontes sem se viver à sombra de pequenas vinganças, ódiozinhos pessoais e muita concentração no umbigo, ou a desculpa das variantes locais da língua portuguesa. Parece que a nossa língua, ao contrário da espanhola, não consegue unir na diferença. Estou em crer que é mais um problema político do que cultural.