Quimera

Quimera, hoje associada a algo impossível, fantasioso, utópico, um sonho por cumprir, já foi ou começou por ser, em termos mitológicos, um bicho que à frente era leão, ao meio cabra, e atrás serpente. Ao que parece deitava chamas pela boca como os dragões. Este bicho era tão impossível que se transformou em quimera, substantivo feminino. 🙂

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A mantícora

Segundo a transcrição de Flaubert:

Gigantesco leão vermelho, de rosto humano, com três filas de dentes.

“As refulgências da minha pelagem escarlate misturam-se com a reverberação das grandes areias. Sopro pelas minhas narinas o espanto das solidões. Cuspo a peste. Devoro os exércitos quando estes se aventuram no deserto.”

Filhos do vento

“Consta que na Lusitânia, nas proximidades de Olisipo (Lisboa) e das margens do Tejo, as éguas viram-se para o vento ocidental e ficam fecundadas por ele; os potros gerados assim são de uma admirável ligeireza, mas morrem antes dos três anos.”

Plínio, o Velho

Bahamut

“Deus criou a terra, mas a terra não tinha apoio e assim sob a terra criou um anjo. Mas o anjo não tinha apoio e assim sob os pés do anjo criou um rochedo feito de rubi. Mas o rochedo não tinha apoio e assim sob o rochedo criou um touro com quatro mil olhos, orelhas, narizes, bocas, línguas e pés. Mas o touro não tinha apoio e assim sob o touro criou um peixe chamado Bahamut, e sob o peixe pôs água, e sob a água pôs a escuridão, e a ciência humana não vê para além desse ponto.”

Bahamut é um peixe enorme que carrega a terra, na mitologia árabe.

Colosso de Rodes

Quem diria que, actualmente, estes duas colunas (à esquerda) encimadas por duas cabras simbolizam o Colosso de Rodes, à entrada do porto antigo, em Rodes? Ao lado direito, a imagem idealizada do que teria sido o Colosso de Rodes. Muitos investigadores admitem que o Colosso não existira à entrada do porto, mas numa colina fronteira.