É preciso topete 

Os líderes políticos portugueses devem pedir desculpa pelo papel do país no tráfico de escravos e incentivar uma discussão sobre o tema na sociedade portuguesa, defendem especialistas americanos ouvidos pela Lusa.

É preciso topete. Vêm estes iluminados recomendar aos outros o que não recomendam a si próprios. Eu acho que o mundo está à espera que os filhos do tio Sam peçam desculpa pelo extermínio dos índios americanos, e pelo que fizeram em Hiroxima e Nagasaki, no Iraque, no Afeganistão, na Coreia, no Vietname, etc. Com uma diferença: os bons filhos do tio Sam bateram em retirada, com um activo de milhares de mortos e feridos às costas, fazendo crer ao mundo que deixaram uma linda obra. A linda obra americana, nesses países, ainda hoje está à vista.

Fonte: Historiadores norte-americanos dizem que Portugal deve pedir desculpa por tráfico de escravos – Atualidade – SAPO 24

Bentley sem inveja

Um homem andar de Bentley sendo conhecido sobretudo pelos seus diversos cargos públicos, remunerados por uma bitola muito baixa se comparada com cargos superiores e de administração de empresas privadas (ou Ronaldos do mundo), é estranho. No mínimo, suscita uma explicação. Recebeu uma herança? Saiu-lhe o Euromilhões? Descobriu uma mina de ouro, um poço de petróleo, e registou-os em seu nome? Uma estrela de Hollywood ofereceu-lho porque o achou um homem charmoso? Lá que é estranho, é.

Pedrógão Grande

Foi estranho, foi esquisito e foi brutal. A tragédia de Pedrógão Grande convoca-nos o luto pelas vidas perdidas, a tristeza pela perda de bens e deixa-nos uma interrogação sobre se a nossa floresta é a floresta que devemos ter. Esperemos que as autoridades do sector, face a mais uma tragédia, reflictam no assunto “florestas” e tomem decisões rápidas e acertadas com vista a que, no futuro, não tenhamos de assistir a tragédias desta dimensão, minimizando os impactos negativos em vidas e bens, sendo certo que aquilo que a Natureza quer, a Natureza consegue.

O longo braço do Benfeitor

Conocer las fechorías cometidas por Rafael Leónidas Trujillo, el ‘Padre de la Patria’ de República Dominicana, era muy peligroso. Jesús de Galíndez, que escribía sobre el dictador, desapareció en Nueva York en 1956 y nunca se volvió a saber de él

Fonte: República Dominicana: El largo brazo del Benefactor | Opinión | EL PAÍS

Em luta, camaradas

Há muito tempo que não ouvia falar na Ana Avoila. Mas ela aí está de novo, em luta, ao lado da classe operária. Quer dizer, da função pública. Este ano temos eleições e é preciso não descurar a acção. Tal como o seu camarada e comissário educativo Mário Nogueira, aparecem sempre quando são desnecessários. Ou seja, quando o país tenta melhorar de crises sucessivas para que é arrastado por líderes incompetentes.