Civilização decadente

passeador-de-caesCivilização decadente é aquela em que os cães e os gatos ganharam estatuto de gente, assumindo o lugar que cabe às pessoas, a filhos e a netos. Passeiam no jardim, são amados, embonecados e vestidos a imitar os humanos. Até lhe dão nomes comuns às pessoas. Já não são bobis e tarecos, mas César, Julieta, etc. Alguns dormem na cama com os donos. E tem as doenças das pessoas. Provavelmente, já existem tantos consultórios e hospitais veterinários como clínicas e hospitais para seres humanos.

Quando se deixa a pequena-burguesia urbana liderar o modelo civilizacional, ser a bitola dos comportamentos, o resultado só pode ser este.

Padre Angústias

Bentley sem inveja

Um homem andar de Bentley sendo conhecido sobretudo pelos seus diversos cargos públicos, remunerados por uma bitola muito baixa se comparada com cargos superiores e de administração de empresas privadas (ou Ronaldos do mundo), é estranho. No mínimo, suscita uma explicação. Recebeu uma herança? Saiu-lhe o Euromilhões? Descobriu uma mina de ouro, um poço de petróleo, e registou-os em seu nome? Uma estrela de Hollywood ofereceu-lho porque o achou um homem charmoso? Lá que é estranho, é.

Pós-caos

Agora que os fogos terminaram (nesta fase), tenho a sensação que no pós-caos de Pedrógão está muita coisa a ser varrida para debaixo do tapete. Há muita gente responsável a dizer coisas, mas não se sabe de nada. É estranho. Ou nem tanto. Sempre podemos esperar por respostas concretas lá para as calendas gregas e pelo nim político. Comme d’habitude.

Pedrógão Grande

Foi estranho, foi esquisito e foi brutal. A tragédia de Pedrógão Grande convoca-nos o luto pelas vidas perdidas, a tristeza pela perda de bens e deixa-nos uma interrogação sobre se a nossa floresta é a floresta que devemos ter. Esperemos que as autoridades do sector, face a mais uma tragédia, reflictam no assunto “florestas” e tomem decisões rápidas e acertadas com vista a que, no futuro, não tenhamos de assistir a tragédias desta dimensão, minimizando os impactos negativos em vidas e bens, sendo certo que aquilo que a Natureza quer, a Natureza consegue.