Ser diferente é beber água de outra fonte

O que me custa mais nas viagens que faço é ver e reconhecer que, para além do património secular, dos cheiros, dos climas, que fazem a diferença dos lugares que cruzo, tudo o resto, que é actual, não passa de um copy and past de realidades importadas dos países ricos, das megacidades, das vedetices transmitidas pelos canais por cabo (ou fibra). Onde é que está a diferenciação criadora do ser humano? Somos todos iguais? Todos gordos, todos magros, todos a imitar o penteado do Cristiano Ronaldo (evoco-o por ser produto nacional, e o que é nacional é bom, segundo o slogan)? Tolice nossa. O mundo não é assim tão pequeno. Nós é que somos muitos, e a comunicação é urbi et orbi  repercutindo a voz do dono, os grupos de pressão instalados.

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GRANDES VELEIROS EM SINES 

“É considerada uma “oportunidade histórica” para a Costa Alentejana a recepção de navios tão extraordinária beleza e tão carregados de histórias e aventuras. A expectativa é tão elevada que a organização estima que Sines irá receber cerca de 300 000 visitantes para o “Tall Ships 2017″, a regata de grandes veleiros comemorativa dos 150 anos da Confederação do Canadá que partiu do Reino Unido e passará por Sines (Portugal), Bermuda e Estados Unidos, até chegar ao Canadá.”

Fonte: GRANDES VELEIROS SÃO OPORTUNIDADE HISTÓRICA PARA SINES | Tribuna Alentejo

Portugal está na moda

Torre de Controlo de Tráfego Maritimo de Algés 3

Torre de Controlo do Tráfego Marítimo de Lisboa, em Algés, sede dos pilotos da barra.

Às 06h00 da manhã de hoje uma “esquadra” de 4 (quatro) 4 navios de cruzeiro entrava em fila na barra do rio Tejo, em Lisboa. Trata-se dos navios: “Balmoral“, da Fred Olsen; “Viking Sky“, da Viking Ocean Cruises; do “Seabourn Quest“, da Seabourn; e do “Oriana” da P&O Cruises. Por volta do meio-dia chegará o “Sea Cloud“, da Sea Cloud Cruises. Portugal está na moda. São milhares de turistas que desembarcam e que procuram conhecer Lisboa, o eixo Sintra-Cascais, Fátima, etc. Há quem não goste da “invasão”, que é habitual em outros portos da Europa e do Mundo. São os Velhos do Restelo que se limitam a olhar e a criticar sem nada fazer. Regista-se entrada de divisas, sobretudo ao nível da restauração, dos museus, dos transportes, etc. O porto de Leixões conhece actividade semelhante.

FESTIVAL DO CONTRABANDO 

Leonel Neves foi poeta e homem do sul (além de meteorologista de profissão). Dele há um poema que expressa o sentimento de um contrabandista, nas margens do Guadiana.

Fonte: FESTIVAL DO CONTRABANDO – As Paisagens Invisíveis

Um texto de F. S. Chambel.